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terça-feira, 18 de junho de 2013

Novo programa de financiamento preocupa Conselho Curador do FGTS

Depois da queda de popularidade da presidente Dilma nas pesquisas, o governo anunciou hoje uma linha de crédito subsidiada de R$ 17 bilhões para financiar a compra de eletrodomésticos e móveis aos beneficiários do programa Minha Casa Minha Vida. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal serão os responsáveis pela administração da nova linha que prevê empréstimos de até R$ 5 mil por família, com juros de 5 por cento ao ano, num prazo de até 48 meses.O Minha Casa Minha 
Vida tem sido usado cada vez mais recursos do FGTS para conceder subsídios aos beneficiados e, segundo o jornal O Globo, integrantes do Conselho Curador do FGTS temem o uso indevido do dinheiro do fundo para bancar as despesas com o novo programa. No Plenário, o senador também levou o tema a debate, e disse que a preocupação de que recursos do FGTS sejam usados no novo programa anunciando pelo governo é fundada pelo histórico dos últimos anos. Segundo dados do Conselho Curador, desde março de 2012 o Tesouro Nacional reteve em caixa cerca de R$ 4 bilhões que deveriam ser repassados ao FGTS, relativos a receitas arrecadadas com o adicional de 10% do fundo pagos por demissões sem justa causa. Segundo Alvaro Dias, o governo também não vem honrando sua contrapartida ao Minha Casa Minha Vida, ao não repassar a parcela do Orçamento da União para ajudar a cobrir os subsídios feitos pelo FGTS. 

“A dilapidação do FGTS de forma sorrateira é mais um expediente da falta de transparência que caracteriza as ações do governo federal.
O governo opera na clandestinidade. São empréstimos secretos a Angola e Cuba; os gastos das viagens presidenciais são sigilosos; o uso dos cartões corporativos é segredo de Estado. É preciso impedir que o FGTS, este rico patrimônio dos trabalhadores, seja dilapidado pelo governo de forma irremediável”. disse. (Postado por Cristiane Salles-assessoria de imprensa)

Fonte: Blog do Alvaro Dias

sexta-feira, 14 de junho de 2013

FGTS para a compra de móveis e eletrodomésticos será viável?

BRASÍLIA (Agência Senado) -  A senadora Ana Amélia (PP-RS) criticou a possibilidade de uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de móveis e eletrodomésticos, conforme consta do programa Minha Casa Melhor, lançado nesta quarta-feira (12) pelo governo. A parlamentar alertou para o risco de endividamento e inadimplência das famílias no que classificou de "presente de grego" para os trabalhadores.

A parlamentar ressaltou que não é contra programas de estímulo e financiamento à economia e ao consumo, desde que não prejudiquem o FGTS, que pertence ao trabalhador.

- Eu não examino o mérito, louvável, mas me preocupa e muito o uso de dinheiro do trabalhador para um programa de governo, e o modo como essas operações de crédito serão feitas, especialmente no atual momento econômico do país, com sinais de inflação, diminuição do poder de compra do brasileiro e saída dos investimentos estrangeiros - afirmou.

Fazendo uma analogia, Ana Amélia disse que "o pacote do presente está bem bonito" e que dentro da caixa há boas intenções, mas ela indagou até que ponto o programa vai realmente beneficiar as famílias ou trazer ganhos reais para a economia, como geração de emprego, renda e mais investimentos.

- Isso preocupa porque o governo não está honrando sua contrapartida no programa Minha Casa, Minha Vida, e não repassa a parcela do Orçamento da União para ajudar a cobrir os subsídios feitos pelo FGTS - argumentou.

A senadora também criticou a cobrança de multa de 40%, mais taxa adicional de 10% ao FGTS, que é paga pelo empregador quando a demissão é sem justa causa.
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