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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Fim da multa do FGTS prejudicará programa Minha Casa, Minha Vida

O governo deixaria de arrecadar, com o fim da multa, R$ 3,6 bilhões.

O governo está preocupado com a derrubada do veto presidencial ao projeto que acabou com a multa extra de 10% sobre o saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) do trabalhador demitido sem justa causa. Segundo a ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Ideli Salvatti, a matéria que traz impactos e consequências mais graves para o País.

De acordo com a ministra, o governo deixaria de arrecadar, com o fim da multa, R$ 3,6 bilhões. Valor que é usado para subsidiar o programa Minha Casa, Minha Vida.

“Neste caso, não se trata apenas de prejuízos nas contas do Governo. Claro que o fim da multa atrapalha a execução do programa Minha Casa Minha Vida (que é financiado com os recursos dessa multa), mas também prejudica a política de geração de emprego e pode aumentar a rotatividade no mercado de trabalho, o que pode resultar, inclusive, na redução de salários.”

A ministra participou na última segunda-feira (9) de uma reunião com Dilma Rousseff. O assunto principal discutido foi a possibilidade de rejeição do veto. O Congresso analisará o veto presidencial na próxima terça-feira (17).

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Líderes de partidos se reúnem vetos.

Um deles é para manter multa adicional do fundo de garantia para demissões sem justa causa; outro é um relação ao ato médico.




Daqui a pouco, líderes de partidos que apóiam o governo vão se reunir para discutir as votações desta terça-feira (20) no Congresso. O objetivo é adiar a votação de vetos considerados preocupantes pelo governo.
Na segunda-feira (19) à noite, a presidente Dilma Roussef  falou dessa preocupação com o presidente do senado, Renan Calheiros. Um dos vetos é para manter a multa adicional do fundo de garantia para demissões sem justa causa, essa multa ajuda a cobrir rombos nas contas do FGTS. E ainda há os vetos ao ato médico.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Figueiró anuncia que votará para derrubar o veto e garantir o fim da multa de 10% do FGTS


Detalhes
O senador Ruben Figueiró (PSDB-MS) manifestou indignação com o veto presidencial ao projeto de lei complementar 198/2007 que acabava com a multa adicional de 10% do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) pago pelas empresas nos casos de demissão sem justa causa. Em discurso proferido no Senado nesta segunda-feira (05/08), ele se solidarizou às entidades empresariais que repudiaram a decisão e anunciou que vai votar pela derrubada do veto. A proposição entrará na pauta do Congresso no próximo dia 20, quando os parlamentares se reunirão para votar os vetos apresentados desde o dia 1º de julho de 2013.
Ruben Figueiró classificou o dispositivo como uma forma de “achacar o empresariado”. Segundo ele, o fim da multa não prejudica o trabalhador (uma vez que é paga ao governo) e garante um encargo a menos para a iniciativa privada.
A multa adicional de 10% sobre o FGTS foi criada em 2001 para zerar o rombo decorrente de decisão judicial que obrigou o governo a compensar o fundo pelas perdas relativas aos planos Verão, no governo Sarney, e Collor I. O passivo do Fundo foi estimado à época em R$ 42 bilhões. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI) este passivo já foi liquidado e as contas do FGTS foram reequilibradas.
Figueiró ressaltou dados da CNI, que dão conta de que a manutenção da cobrança dos 10% continuará a representar um ônus de R$ 270 milhões por mês ao empresariado, cerca de R$ 3 bilhões ao ano. Para o tucano, o Executivo age de forma incoerente e na contramão do compromisso de incentivar a competitividade e reduzir a carga tributária do Brasil. “O governo federal está se locupletando indevidamente, tirando dinheiro das empresas e dos investimentos, num instante de trovoadas ameaçadoras que estão próximas de um vendaval que poderá levar o País a uma desaceleração na sua atividade econômica ainda mais aguda”, alertou.

Morosidade
O senador sul-mato-grossense ainda disse que ficou estupefato ao ver que o Congresso Nacional passou anos sem apreciar vetos para não descontentar a Presidência da República, “chegando a cifra absurda de mais de três mil vetos sem votação”.
Para ele, que exerceu uma parte dos seus cinco mandatos de deputado estadual e federal durante o período do regime militar, a postura do Congresso atual não fazia sentido. “Não me recordo de que todo aquele instrumental antidemocrático impedisse a apreciação dos vetos presidenciais. Votava-se, cumpria-se o ritual constitucional. Agora, num clima de consciência democrática nada, nem formalmente, se cumpria”, lamentou.
Figueiró destacou que, a partir da pressão da mídia e das ruas, houve alteração no rito das votações dos vetos. No dia20 de agosto ocorrerá sessão do Congresso com o objetivo de iniciar o processo de apreciação de todos os vetos publicados em julho deste ano.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Multa adicional do FGTS vetada!


O pagamento obrigatório da multa havia sido derrubado no Congresso05/08/2013 11:39
O projeto que acabava com a multa adicional de 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, FGTS, paga pelas empresas em casos de demissão sem justa causa, foi vetado integralmente pela presidente Dilma Rousseff. A obrigação havia sido derrubada no Congresso no início do mês, diante da pressão dos empresários, que já têm de pagar 40% sobre o saldo do FGTS aos trabalhadores dispensados nessa situação.

O principal motivo apontado para o veto foi a perda de receita anual de R$ 3 bilhões, arrecadada com a taxa, criada em 2001 para cobrir uma dívida junto aos trabalhadores, em razão dos planos Verão e Collor. "O veto presidencial ao fim da multa adicional de 10% do FGTS prejudica financeiramente empresas brasileiras, além de impactar na criação de novos empregos", comenta Ivan Rocha, sócio da consultoria Paycon.

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